quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Carícias

Busco palavras para descrever
Contudo, palavras me faltam
Lá fora um vento forte:
Anúncio de tempestade
Deixaste-me aqui... há pouco
Seu cheiro ainda faz parte de meu corpo
Respiro fundo,
fecho os olhos,
seu sorriso aparece-me como filme.
E por um instante eu sinto
Sinto suas mãos percorrerem meu corpo
O frio me vem a espinha
Arrepio... sem saber o porquê
Olho para minhas mãos agora
Mãos que há pouco acariciaram seu corpo nu
Mãos que te apertou contra mim
Ao ápice do amor, os corpos desfaleciam
Entregaram-se à paixão
Para depois desfazerem-se em delicados carinhos
Mas o tempo corre...
E, agora estou aqui
Sem palavras para descrever
a satisfação de ao seu lado estar.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Dor

Dor que derrama lágrimas
Dor que atinge o coração
Uma faca torna este coração pedaços
Achei que as lágrimas de dor haviam secado
Mas ainda são capazes de molhar este rosto
Que prazer há em fazer um coração sofrer?
Se já o tens porque machuca-lo?
Há momentos na vida que se deseja sumir
Este é o momento
Já não quero mais viver...

Sinto sua falta...

Sinto sua falta...
Quando ouço as gotas de chuva tocarem o chão
Sinto sua falta...
Quando a melodia de uma música invade meu coração
Sinto sua falta...
Ao fechar os olhos e as lembranças me invadirem
Sinto sua falta...
No alvorecer do dia
Sinto sua falta...
No cair da noite
Sinto sua falta...
Em momentos como agora
Simplesmente,
sinto sua falta...
Todos os minutos de meu dia
Todos os instantes do meu viver
E, sentirei sua falta...
Mesmo que deste mundo não faça parte mais...

Sinto sua falta...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Fusão...

Um dia quente...
Ferviam corpos...
Ferviam almas...
Corpos e almas que estavam em chamas
Esquentavam-se mais
As peles se tocavam...
Se aqueciam mutuamente...
Gotas escorriam pelo corpo nu
Fundiam-se num só
O que se ouvia era a respiração
Forte...
Intensa...
Profunda...
A intensidade do toque se tornava maior
Ofegante...
Ao êxtase...
O corpo desfalece...
Recupera-se...
Corpos,
tornam a ser fundir
Se unificam...
Uma alma...
Um corpo...
Um ser...
Dois que agora é um
Quem sabe?
Só eles...
Só seus corpos...
Só suas almas...
Só o seu ser...
Algo impossível de ser dividido
Partilhado por dois que é um
O que os alimenta?
A poesia...
O que os sustenta?
A poesia...
O que os construiu?
A poesia...
O que os une além do corpo?
A alma e a poesia que são unas.
Quem são eles?
Os poetas...

domingo, 21 de dezembro de 2008

O poder da melodia

Vejo letras
Palavras se formam
Uma melodia ao fundo
Uma voz
O silêncio desse lugar se foi
Foi preenchido com a voz
...com a melodia...
O escuro encheu-se de luz
A chuva caía como lágrimas de emoção
De um lado uma borboleta rosa pousava
De outro, o marrom da terra tornava-se mais vivo
Olhos brilhantes
Coração pulsante
Melodia que penetra a alma...
A alma desfeita em sonhos se recompõe
Segue a música...
Leva consigo este corpo que antes não tinha vida
Demorou para que entendesse
Mas o que conduz a alma é a música
Sem música, a alma morre...
Com música, ela renasce...

Sensações

Lágrimas brotaram em meus olhos
Algo profundo tocou meu coração
Um pequeno gesto responsável
Pequeno, porém grandioso

Olho minhas pequenas mãos diante do teclado
E, penso... penso em qual momento
Que momento senti algo igual?
Emoção... sim... esse é o que significa emocionar-se!
Sinto-me emocionada!!!

Vivi o verdadeiro sentido da emoção
Uma melodia tocava ao fundo
Que bela voz!
Que belo som!

Lutei para que as lágrimas não descessem.
Sorri para disfarçá-las...
Meus olhos brilhavam
As palavras me sumiram

Queria aquele instante eterno
Mas sei que será
Será aqui dentro
Dentro do coração...
pois quão grande foi a emoção que me envolveu...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sssssssss

O dia passou
Sinto o silêncio falar aqui dentro
Algo aperta
Algo dói
Corrói a alma
Não tenho palavras
O silêncio
O vazio
Sobrevivem...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A porta

Estou num corredor imenso
Muitas portas há nele
Não sei qual porta abrir
Tenho medo do que posso encontrar do outro lado
Ouvi que há o paraíso
Ouvi que há calor
Ouvi que há muitas coisas boas
Será que o que ouvi é verdadeiro?
E se for apenas ilusão?
Do lado de cá é tão frio
Pouca luz há
A solidão é minha companhia
A dor o meu alimento
Já me acostumei tanto a viver assim
Que me assusta o que posso encontrar
...além da porta...